sábado, 28 de abril de 2012

BANANINHA COZIDA


Bananinha cozida
com açúcar e canela.
O aroma dançando
e saindo pela janela.
Talhares arrumados
de forma paralela.
Mas, cadeira vazia:
ainda falta ela.
Hoje eu vou é rezar
e visitar à capela,
escolher um santo
e acender uma vela
pra aumentar a sorte
e espantar a mazela.
Quero em meu jardim
as flores mais belas,
para fazer um buquê
tal qual uma aquarela,
totalmente colorido
e entregar pra cadela
e fingir que a amo
pr’uma foda daquelas.
Enquanto penso nisso
a banana amarela
esfria em meu prato
rodela por rodela.
     

sábado, 21 de abril de 2012

LEVITAÇÃO


A poesia ecoa na sala dos surdos.
Será a contracultura?
Um antipoeta?
A carteira limpa da sujeira do dinheiro,
a honra imaculada,
a alma mendigando leitores,
a vida correndo sem o menor sentido.
Enquanto o asfalto cheira a sangue,
o poema jaz no papel.
      

sábado, 14 de abril de 2012

Prestação editorial independente e distribuição de e-books de poesia & afins




Castanha Mecânica é um projeto que visa à livre distribuição e divulgação da poesia através da organização dos poemas em forma de e-book. Toda e qualquer reprodução, parcial ou integral das obras que aqui se encontram são autorizadas pelos autores, desde que a autoria seja devidamente atribuída.
Buscando outro caminho fora do mercado editorial, e, a descobertas de novos nomes da poesia, nos disponibilizamos a uma “prestação editorial” que culmina em livros virtuais que podem ser baixados diretamente do nosso acervo.



Acreditamos em uma poesia livre, não apenas em sua forma, estrutura ou temática, mas em sua propagação. Abominamos qualquer burocracia desnecessariamente criada como empecilho para a publicação dos poemas. Aos que assim acreditam, convidamos para acompanhar nossas atividades, baixar nossos e-books e até participar do projeto com os seus próprios poemas através de uma construção dialogada de novas formas de divulgação da poesia.

QUE TODA POESIA SEJA LIVRE!

     

sábado, 7 de abril de 2012

O SOL QUE VEM DO POENTE (excerto)


O sol aparenta temer
esse encontro com os olhos
do destemido sonhador,
que não evita conflitos.

O céu fica nublado,
sopra, então, o vento:
uma nuvem protege
o sol por um momento;
um instante de paz:
trégua no firmamento.

A nuvem segue seu caminho,
outra vez o sol lutará
contra o olhar do sonhador,
que se liberta de seus medos.

Em nenhum dos seus sonhos,
ele nunca pensara
em desarmar o sol
com honra: cara a cara;
mas o tempo alerta:
essa luta não para.

A manhã não estava quente,
porém, tudo estava claro:
o sol não bate em retirada
até que a noite lhe devore.

A luz solar e simples,
bendita e cruel
mostrava seu reinado;
suserano do céu,
o sol marca seus súditos
como tinta no papel.